Ó celular, celular
Quantas chamadas você aguentou
Quantas porradas você levou
Quanta queda você tomou
E nunca falhou
Ó celular, celular
Seu teclado tem um segredo
Abre com a força do dedo
E revela por dentro
Um QWERTY completo
Ó celular, celular
Quantas noites não veio me atormentar
Quantas manhãs não foi me acordar
Quantas vezes você foi tocar
Acho que minha esposa quer te matar
Ó celular, celular
Seu teclado e bloco de notas
Ah, quantas notas
Tomou e anotou
E no final com o PC sincronizou
Ó celular, celular
Por todo mundo já estiveste
Norte, sul, leste, oeste
Por quantas operadoras já passou
Quantos chips, abrigou
Ó celular, celular
De quantas frias me salvou
Quando fingiu que tocou
E a companhia que me prestava
Enquanto eu cagava
Ó celular, celular
Estou com muito medo
Pois você está velho
Acho que deixar-me-á na mão
No próximo escorregão
Ó celular, celular
A nova geração vem me chamar
Todos dizem pra eu te trocar
Mas, firme, digo não
Qual outro celular tem jogo de gamão?
Ó celular, celular
Recentemente vim a estranhar
Meus ouvintes dizem não me escutar
O que houve com seu microfone?
Temo que você não mais funcione
Ó celular, celular
Sua hora está se aproximando
Seu vibra-call está falhando
De se esperar, como seria
Para um eletrônico feito na China
Ó celular, celular
Não sei como te substituir
Preciso um teclado premir
Com QWERTY completo
E que caiba no bolso
Ó celular, celular
No final o que fazer?
Parece que você vai morrer
Mas enquanto funcionar
Não vou te trocar
Ó celular, celular
Se não me ouvirem direito
Apelarei para o grito
Pois após tantos anos que se passaram
Um melhor ainda não inventaram
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Wednesday, February 27, 2008
Saturday, February 23, 2008
seu mp3 player está online
Há algum tempo, minha irmã me apontou para o Deezer. Um site incrível que permite que você monte suas playlists na Internet, com quaisquer músicas, e ouça-as a partir de lá -- tem inclusive vários artistas brasileiros! Mas, diferente de várias outras variantes safadas, você realmente opera como se seu MP3 player tivesse ido parar na net: não há limitações.
Você pode ouvir a mesma música vinte vezes (ou mais -- é que eu gosto do vinte), voltar atrás nas músicas já tocadas, colocar pra tocar a partir de qualquer ponto no meio da música, enfim, você se sente como se estivesse operando seu _____________ (insira seu "media player" favorito, e.g. iTunes, WinAmp, Windows Media Player).
Me perguntava quanto tempo iria durar até que alguém caísse matando com um processo, mas os autores do site fecharam recentemente um acordo com a Sony BMG abrindo caminho para que outras "majors" licenciem seu catálogo, tornando o serviço efetivamente legal.
"Show me the money"
O modelo de negócios é baseado em anúncios. Acredite se quiser. Eles estão compartilhando com os artistas (via gravadoras) um percentual dos anúncios veiculados no site, baseado nas freqüência que as músicas são ouvidas. No Brasil a Trama está tentando modelo similar, mas baseado em downloads.
Esse me parece o modelo mais sensível de "monetizar" (tradução: fazer dinheiro nas costas de) todos esses downloads ilegais. As pessoas vão ouvir as músicas mesmo, e vão baixá-las na net de um jeito ou de outro. Pelo menos se os artistas estiverem sendo remunerados no processo, vai ser melhor pra todo mundo. Além disso, segundo um estudo recentemente divulgado sobre TV online, parece que o modelo realmente faz sentido para a parte que vai pagar a conta: os anunciantes.
Entretanto, o modelo é a validação de que música não tem um valor intrínseco em si e que deve ser dada de graça, como TV aberta ou rádio. Será que teremos música "a cabo" no futuro, ou seja, certas músicas somente serão distribuídas através de um canal pago? Eu creio que não, pois o que importa aqui não é a qualidade do conteúdo (como qualquer um com TV a cabo pode testemunhar que não é o ponto forte) mas sim controle: na TV, como no rádio, você assiste ou ouve o que aquilo que os programadores querem. Portanto, tem horas que vai ser uma porcaria, em outras vai ser muito bom.
Já na net, você pode ouvir ou ver o que quiser, quando quiser. Sempre se profetizou que consumo "on-demand" seria a chave para cobrar algo diretamente dos "consumidores de mídia" (eu prefiro "apreciadores de cultura"), exemplo mais famoso sendo os canais de TV "pay-per-view". Mas a net subverteu esse modelo ao dar acesso de tudo, a qualquer hora, pra todos, de graça, embora não necessariamente compensando os criadores do conteúdo.
Mas é engraçado que, pelo menos comigo, eu preferiria que houvesse uma fonte oficial desse conteúdo, emanando dos próprios artistas, gravadoras, produtoras, etc. Assim eu teria certeza de que a qualidade é boa, que os arquivos estão completos, que os dados como nome do artista, música, capa, etc., estão corretamente preenchidos e, mais importante, eliminaria aquela famosa "sensação de não estar fazendo a coisa certa", assegurando a compensação de quem se esforçou na criação da peça.
Se ao menos houvessem opções oficiais, contendo conteúdo completo, com flexibilidade para ver o que eu quiser, quando quiser, e fácil como ligar a TV ou o rádio, bastaria apenas ligar ao conteúdo anúncios dirigidos ao perfil de quem ouve ou assiste (que na net são uma real possibilidade) e, caso nosso amigo do estudo esteja certo, a conta fecharia -- fazendo todo mundo feliz no processo.
É engraçado que a indústria da TV, com todo o histórico de "pay-per-view", TV a cabo e DVDs vendidos e alugados, seja aquela a encarar isso como o caminho mais óbvio (ver exemplos linkados acima) ao passo que a da música prefere continuar insistindo no modelo de downloads pagos (a única boa opção no modelo por anúncios, e mesmo assim semi-oficial, é o Deezer).
Outra das propostas que ouvi recentemente envolve um complexo sistema de monitoramento do tráfego da Internet por parte dos provedores de acesso para determinar quem está ouvindo o quê e, consequentemente, saber como dividir a grana. Mas de onde vem a grana nesse caso, você pergunta? De uma "taxa de música" fixa, cobrada junto da assinatura de seu provedor. Na minha opinião isso abre caminho para um monte de reclamações de pessoas que estarão pagando o mesmo que aquele panaca que não faz mais nada da vida além de ficar online baixando músicas -- o que também não é justo.
O modelo correto tem que assegurar que o artista possa viver de música (e não sobreviver), de forma que ele tenha incentivo para continuar produzindo, e ao mesmo tempo cobre o valor certo de quem consome -- uma forma de cobrança é a exposição à propaganda, claro. Conforme podemos ver nos exemplos atualmente disponíveis ainda há um bom caminho até chegar lá, mas o Deezer parece definitivamente um passo na direção certa. Vamos torcer para que as grandes gravadoras acordem para ele.
Para mais detalhes sobre o Deezer, siga esse caminho.
Você pode ouvir a mesma música vinte vezes (ou mais -- é que eu gosto do vinte), voltar atrás nas músicas já tocadas, colocar pra tocar a partir de qualquer ponto no meio da música, enfim, você se sente como se estivesse operando seu _____________ (insira seu "media player" favorito, e.g. iTunes, WinAmp, Windows Media Player).
Me perguntava quanto tempo iria durar até que alguém caísse matando com um processo, mas os autores do site fecharam recentemente um acordo com a Sony BMG abrindo caminho para que outras "majors" licenciem seu catálogo, tornando o serviço efetivamente legal.
"Show me the money"
O modelo de negócios é baseado em anúncios. Acredite se quiser. Eles estão compartilhando com os artistas (via gravadoras) um percentual dos anúncios veiculados no site, baseado nas freqüência que as músicas são ouvidas. No Brasil a Trama está tentando modelo similar, mas baseado em downloads.
Esse me parece o modelo mais sensível de "monetizar" (tradução: fazer dinheiro nas costas de) todos esses downloads ilegais. As pessoas vão ouvir as músicas mesmo, e vão baixá-las na net de um jeito ou de outro. Pelo menos se os artistas estiverem sendo remunerados no processo, vai ser melhor pra todo mundo. Além disso, segundo um estudo recentemente divulgado sobre TV online, parece que o modelo realmente faz sentido para a parte que vai pagar a conta: os anunciantes.
Entretanto, o modelo é a validação de que música não tem um valor intrínseco em si e que deve ser dada de graça, como TV aberta ou rádio. Será que teremos música "a cabo" no futuro, ou seja, certas músicas somente serão distribuídas através de um canal pago? Eu creio que não, pois o que importa aqui não é a qualidade do conteúdo (como qualquer um com TV a cabo pode testemunhar que não é o ponto forte) mas sim controle: na TV, como no rádio, você assiste ou ouve o que aquilo que os programadores querem. Portanto, tem horas que vai ser uma porcaria, em outras vai ser muito bom.
Já na net, você pode ouvir ou ver o que quiser, quando quiser. Sempre se profetizou que consumo "on-demand" seria a chave para cobrar algo diretamente dos "consumidores de mídia" (eu prefiro "apreciadores de cultura"), exemplo mais famoso sendo os canais de TV "pay-per-view". Mas a net subverteu esse modelo ao dar acesso de tudo, a qualquer hora, pra todos, de graça, embora não necessariamente compensando os criadores do conteúdo.
Mas é engraçado que, pelo menos comigo, eu preferiria que houvesse uma fonte oficial desse conteúdo, emanando dos próprios artistas, gravadoras, produtoras, etc. Assim eu teria certeza de que a qualidade é boa, que os arquivos estão completos, que os dados como nome do artista, música, capa, etc., estão corretamente preenchidos e, mais importante, eliminaria aquela famosa "sensação de não estar fazendo a coisa certa", assegurando a compensação de quem se esforçou na criação da peça.
Se ao menos houvessem opções oficiais, contendo conteúdo completo, com flexibilidade para ver o que eu quiser, quando quiser, e fácil como ligar a TV ou o rádio, bastaria apenas ligar ao conteúdo anúncios dirigidos ao perfil de quem ouve ou assiste (que na net são uma real possibilidade) e, caso nosso amigo do estudo esteja certo, a conta fecharia -- fazendo todo mundo feliz no processo.
É engraçado que a indústria da TV, com todo o histórico de "pay-per-view", TV a cabo e DVDs vendidos e alugados, seja aquela a encarar isso como o caminho mais óbvio (ver exemplos linkados acima) ao passo que a da música prefere continuar insistindo no modelo de downloads pagos (a única boa opção no modelo por anúncios, e mesmo assim semi-oficial, é o Deezer).
Outra das propostas que ouvi recentemente envolve um complexo sistema de monitoramento do tráfego da Internet por parte dos provedores de acesso para determinar quem está ouvindo o quê e, consequentemente, saber como dividir a grana. Mas de onde vem a grana nesse caso, você pergunta? De uma "taxa de música" fixa, cobrada junto da assinatura de seu provedor. Na minha opinião isso abre caminho para um monte de reclamações de pessoas que estarão pagando o mesmo que aquele panaca que não faz mais nada da vida além de ficar online baixando músicas -- o que também não é justo.
O modelo correto tem que assegurar que o artista possa viver de música (e não sobreviver), de forma que ele tenha incentivo para continuar produzindo, e ao mesmo tempo cobre o valor certo de quem consome -- uma forma de cobrança é a exposição à propaganda, claro. Conforme podemos ver nos exemplos atualmente disponíveis ainda há um bom caminho até chegar lá, mas o Deezer parece definitivamente um passo na direção certa. Vamos torcer para que as grandes gravadoras acordem para ele.
Para mais detalhes sobre o Deezer, siga esse caminho.
Monday, February 11, 2008
mptexto?
A indústria editorial está se esforçando em achar uma maneira de fazer pelos livros o que o MP3 fez pela música. Algum grande cacique na indústria se convenceu que o livro é a próxima vítima da digitalização e, como bons gatos escaldados (que viram o que está acontecendo com a indústria fonográfica), estão tentando chegar à frente para, dessa vez, terem um modelo de negócios que traga lucros e não processos na justiça.
Mas o esforço falha em capturar um detalhe: a música é uma experiência puramente auditiva, ou seja, o que importa é o que você está ouvindo, e não como esse som chega ao seu ouvido.
O livro, por sua vez, é uma experiência que (ao menos pra mim) envolve ambas as partes. Já tentou ler um livro inteiro na tela do seu computador? Vamos lá tente, eu ajudo.
Terrível, não? Nenhum ser humano consegue fazer isso por muito tempo. Além disso você não consegue deitar na cama com a tela do seu computador em apenas uma mão, levá-la ao banheiro para aquele profundo momento de reflexão (embora já tenha ouvido histórias de laptops no reservado) ou simplesmente ter o gostinho de ter sua coleção na prateleira para, de vez em quando, redescobrir um texto perdido. Finalmente, a sensação tátil do papel e olfativa da tinta é algo indescritível.
No intuito de endereçar a maioria desses problemas, a Amazon lançou o que ela espera ser o equivalente do iPod dos livros -- e torcendo para que, no processo, ela vire o equivalente da iTunes.
O Kindle é realmente portátil (ver acima), leve como um único livro (tem menos de 300 gramas) e utiliza uma nova tecnologia chamada "electronic paper", que elimina o desconforto dos olhos ao ficar olhando para uma tela cuja matriz está constantemente se renovando. O "e-paper" trabalha com minúsculas partículas que ficam ativas e inativas por força de uma carga elétrica. Dessa forma, a matriz não está sendo renovada a todo tempo. Mas essas partículas mudam de "estado" fisicamente falando quando recebem a carga elétrica, portanto a página continua lá mesmo quando o aparelho fica sem bateria. Certos conceitos não morrem nunca...
Além de tudo, ele inclui a capacidade de se comunicar sem fio, via rede celular, com a Amazon. Dessa forma o usuário pode, através do próprio aparelho, comprar novos livros. Sem cabos pra sincronizar com o PC, sem PC na verdade, ele é totalmente "stand alone". Pra fazer as coisas ainda mais fáceis o usuário não paga nada por mês pra acessar a Amazon -- eles pagam a conta da companhia celular na expectativa de recuperar o custo (e muito mais) através da venda de livros digitais.
O aparelhinho foi lançado em novembro passado, por enquanto exclusivamente nos EUA, e está constantemente esgotado apesar do seu precinho salgado de US$ 399,00. Parece a primeira tentativa na direção correta. Mas ainda tem seus defeitos: falta inventar o cheirinho de tinha e a textura de papel eletrônicos.
Mas o esforço falha em capturar um detalhe: a música é uma experiência puramente auditiva, ou seja, o que importa é o que você está ouvindo, e não como esse som chega ao seu ouvido.
O livro, por sua vez, é uma experiência que (ao menos pra mim) envolve ambas as partes. Já tentou ler um livro inteiro na tela do seu computador? Vamos lá tente, eu ajudo.
Terrível, não? Nenhum ser humano consegue fazer isso por muito tempo. Além disso você não consegue deitar na cama com a tela do seu computador em apenas uma mão, levá-la ao banheiro para aquele profundo momento de reflexão (embora já tenha ouvido histórias de laptops no reservado) ou simplesmente ter o gostinho de ter sua coleção na prateleira para, de vez em quando, redescobrir um texto perdido. Finalmente, a sensação tátil do papel e olfativa da tinta é algo indescritível.
No intuito de endereçar a maioria desses problemas, a Amazon lançou o que ela espera ser o equivalente do iPod dos livros -- e torcendo para que, no processo, ela vire o equivalente da iTunes.
O Kindle é realmente portátil (ver acima), leve como um único livro (tem menos de 300 gramas) e utiliza uma nova tecnologia chamada "electronic paper", que elimina o desconforto dos olhos ao ficar olhando para uma tela cuja matriz está constantemente se renovando. O "e-paper" trabalha com minúsculas partículas que ficam ativas e inativas por força de uma carga elétrica. Dessa forma, a matriz não está sendo renovada a todo tempo. Mas essas partículas mudam de "estado" fisicamente falando quando recebem a carga elétrica, portanto a página continua lá mesmo quando o aparelho fica sem bateria. Certos conceitos não morrem nunca...O aparelhinho foi lançado em novembro passado, por enquanto exclusivamente nos EUA, e está constantemente esgotado apesar do seu precinho salgado de US$ 399,00. Parece a primeira tentativa na direção correta. Mas ainda tem seus defeitos: falta inventar o cheirinho de tinha e a textura de papel eletrônicos.
Saturday, February 9, 2008
não adianta sacudir, essa polaroid queimou...
Depois de muito tempo resistindo bravamente, o filme Polaroid está sendo finalmente aposentado. A companhia, sinônimo de revelação instantânea, perdeu espaço para um concorrente, vulgo "câmera digital". Li nas internets que o mesmo é "mais instantâneo" (wtf?) que Polaroid e sem precisar sacudir. Preciso ver como é isso!
O falecido deixa 450 empregados e um vídeo-clipe do OutKast. Curiosos por detalhes sórdidos clicam aqui. Interessados em algo mais poético seguem essa vertente.
O falecido deixa 450 empregados e um vídeo-clipe do OutKast. Curiosos por detalhes sórdidos clicam aqui. Interessados em algo mais poético seguem essa vertente.
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